Análise da qualidade de vida de mulheres acometidas por endometriose no Sertão Paraibano

Autores

  • Maria Hellem Dantas dos Santos Centro Universitário de Patos UNIFIP
  • Laysa Gabrielli Silva Medeiros Centro Universitário de Patos UNIFIP
  • Eva Jeminne de Lucena Araújo Centro Universitário de Patos UNIFIP
  • Giglielli Modesto Rodrigues dos Santos Centro Universitário de Patos UNIFIP

Palavras-chave:

Endometriose. Qualidade de vida. Fisioterapia

Resumo

A Endometriose é uma doença ginecológica progressiva de caráter benigno, acomete mulheres na idade reprodutiva, com fatores genéticos, hormonais e imunológicos. Os sintomas têm caráter crônico, que incluem surgimento de aderências e inflamações no útero, ovários, trompas, bexiga, intestino e acompanha sintomas frequentes de dor abdominal ou dor pélvica, durante ou após relações sexuais, ao defecar e ao urinar, fluxo sanguíneo intenso durante a menstruação, fadiga e infertilidade. O tratamento abrange intervenções farmacológicas, fisioterapêuticas e cirúrgicas. Dado seu caráter crônico, as pacientes frequentemente apresentam uma redução na qualidade de vida, afetando atividades diárias e relações interpessoais. O objetivo deste estudo foi analisar a influência da endometriose na qualidade de vida de mulheres portadoras dessa patologia no sertão paraibano. Trata-se de uma pesquisa de campo exploratória e descritiva com abordagem quantitativa relacionado a qualidade de vida de mulheres com endometriose atendidas no Centro de Especialidades da cidade de Pedra Branca- PB. A coleta de dados foi realizada com a aplicação do questionário sociodemográfico e o de qualidade de vida para mulheres com endometriose Endometriosis Health Profile - EHP-30.  Resultados: Os achados demonstraram uma predominância de mulheres com idade média de 28,92 anos, sendo a maioria solteira (60,0%) e com nível de escolaridade de ensino superior incompleto (32,0%), sem renda (44,0%) e de religião católica (88,0%). Além disso, 88,0% não possuíam hábitos de fumar e beber e 76,0% praticavam atividade física. Quanto à EDM, a maior parte referiu como queixa principal, sangramentos intensos (17,7%), dor durante relação sexual (16,1%), cólicas fortes (14,5%), com 40% das participantes na fase dois da doença. Quando questionadas sobre a intensidade da dor (escala EVA), 56% relataram sentir dores intensas.  Em relação a sintomas intestinais, urinários e obstétricos, os principais sintomas relatados foram de constipação (23,3%), urgência para urinar (23,5%), e cólica antes da menstruação (16,7%). No que diz respeito ao tratamento fisioterapêutico, apenas 0,4% informou estar em tratamento e obteve benefícios. Quanto ao EHP-30, o questionário central apresentou as maiores pontuações nas dimensões de Dor, com média de 35,80 (±7,34), seguido por Bem-estar Emocional, com média de 20,64 (±4,56). No questionário modular, as maiores pontuações foram observadas em relações sexuais, com média de 13,20 (±5,93), e vida no trabalho, com média de 11,92 (±5,03). Conclui-se que a qualidade de vida das mulheres com endometriose é significativamente afetada, principalmente nos aspectos relacionados á dor, bem-estar emocional, vida sexual e desempenho no trabalho.

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Arquivos adicionais

Publicado

2024-12-04

Como Citar

DANTAS DOS SANTOS, Maria Hellem; SILVA MEDEIROS, Laysa Gabrielli; DE LUCENA ARAÚJO, Eva Jeminne; MODESTO RODRIGUES DOS SANTOS, Giglielli. Análise da qualidade de vida de mulheres acometidas por endometriose no Sertão Paraibano. Revista Científica Integr@ção, [S. l.], v. 5, n. 2, p. 522–537, 2024. Disponível em: https://integracao.unifip.edu.br/index.php/integracao/article/view/79. Acesso em: 9 out. 2026.